terça-feira, 10 de novembro de 2009

Espinafre, gravidez e saude!

Hoje comprei uma maço de espinafre na quitanda da Sandra. Não lembrava como preparar - na verdade creio que nunca preparei. Minha mãe, Dona Palmira fazia e nunca tive curiosidade como prepara-la. Esta postado pelas diversas propriedades que possue e indicações para nossa saúde, além de há muito tempo ter sido abrasileirada. Roubado do site: http://www.nutricaoempauta.com.br/

Espinafre
O espinafre é um vegetal com folhas verdes escuras geralmente cozido antes de ser ingerido. Também pode ser consumido cru e usado em saladas. Disponível o ano todo pode ser utilizado em todas as estações. O espinafre servido com manteiga fresca é um acompanhamento clássico para carne de vitela e aves. Na Idade Média o espinafre era tão popular na Europa que em épocas de escassez se utilizava as folhas de beterraba e de nabo como substitutos. "A' la Florentine" é um termo francês que significa "no estilo de Florença, Itália". Este termo pode ser usado para descrever muitos pratos que utilizam espinafre como o ingrediente principal. "Alla Fiorentina" surgiu na Itália por causa do desejo que uma mulher tinha de consumir espinafre. Nascida na Itália, Catherine de Medici, que deixou Florença para casar-se com um Rei francês, tinha dois amores. O fetiche de Catherine pelo espinafre a levou a ingeri-lo em todas as suas refeições. Os chefes de cozinha do rei foram obrigados a desenvolver inesgotáveis formas para apresentar este prato, e assim nasceu "A´ La Florentine".Originado no Oriente Médio, os espanhóis desenvolveram a colheita do espinafre durante o século VIII e provavelmente o trouxeram para o resto do mundo. Durante o século XVII, o espinafre demonstrou sua popularidade sendo cozido com açúcar e usado em sobremesas. Hoje, muitas pessoas se interessam pelo espinafre devido aos seus benefícios para a saúde.Para preparar o espinafre, remova os talos com uma faca e lave com bastante água, descartando as folhas amarelas ou murchas. Coloque as folhas em uma panela com água fervente e cozinhe por aproximadamente 8 minutos. Esprema as folhas com as mãos e deixe escorrer em uma peneira grande ou coador. Os vegetais verdes escuros como o espinafre são ricos em nutrientes como ácido fólico, ß-caroteno, potássio, vitaminas A e C, folato, magnésio, cálcio, ferro, outros carotenóides, e fibras dietéticas.Estudos recentes tem demonstrado que vegetais com folhas verdes escuras como o espinafre podem reduzir significativamente o risco de doenças do coração, infarto e certos tipos de câncer. Rico em cálcio e magnésio, o espinafre pode também ser benéfico para aqueles que sofrem de osteoporose. Fonte também de ácido folico e magnésio, o espinafre é extremamente bom para o sistema imunológico. O espinafre também é um alimento indicado para as mulheres que pretendem engravidar, antes e durante a gestação, pois o ácido fólico é importante na formação do tubo neural, tendo sido demonstrado que reduz as chances de um bebê nascer com espinha bífida e outros defeitos do tubo neural.Autor
Chef Patrick Martin

Vice-Presidente de Desenvolvimento Educacional em Culinária, é o Embaixador Internacional do Instituto "Le Cordon Bleu". Com mais de 25 anos de experiência trabalhou no Le Doyen, Dalloyau e Flo Prestige na França. Ganhador de vários prêmios internacionais, supervisionou o desenvolvimento técnico e a abertura da escola de Tókio e ajudou a estabelecer o nível profissional das escolas da França, Londres e Tókio.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Culinária da Bahia - Santa Amaro

Esta relação estava na cozinha do Cimples Ocio e servia como consulta para a reunião semanal dos umbigueiros - turma que reune-se para conhecer melhor nossas comidas populares. São os pratos da cidade de Santo Amaro na Bahia - terra de samba.
- não anotei a fonte, mas deve ser de um site da prefeitua de Santa Amaro da Bahia.
* anduzada
* efó
* moqueca de peixe
* maniçoba
* xinxim de galinha
* sarapatel
* caruru
* vatapá
* escaldado de caranguejo
* caldo de sururu
* caldo de gorongondé
* mariscos em geral

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Metodologia da criatividade na cozinha

Estava procurando mais algumas dicas sobre como evitar cheiros na geladeira e achei ótimo a postagem do Rainha do Lar. Segue uma copia para ficar por aqui:


Processos criativos na cozinha

Eu não sou uma cozinheira muito metódica no meu dia-a-dia. Só planejo cardápios para festas. Também são raras as vezes em que busco uma receita para seguir na íntegra. Os pratos vão sendo criados a partir do acaso, de desejos que espetam, da necessidade de reaproveitamento ou de praticidade, enfim, a maioria das receitas que publico aqui obedecem a este tipo de processo criativo, e se tivesse que listá-los eles seriam:

1. O processo do desejo: uma vontade louca de comer camarão, por exemplo, mas um camarão sem sobrenomes do tipo "ao alho e óleo", "moqueca", "bobó". Apenas camarões. Daí eu vou puxando, sim mas como é esse camarão? Ele tem molho? Tem, de tomates frescos. Daí eu parto para a rua exclusivamente para comprar os meus camarões, no melhor fornecedor possível, que é o pescador lindo de olhos azuis, porém rudíssimo, que vende camarões médios fresquinhos a 16 o quilo (podendo cair para 14) numa ruela do Dois de Julho, onde compro também belos tomates. O resto dos ingredientes, se houver, eu vou encontrar por ali mesmo.

2. O processo da praticidade: Gostaria de comer em casa, mas o tempo é curto. Prato único, massa! Mas tem que ser uma massa leve, pois tenho uma tarde enorme de trabalho pela frente. Legumes! Vejamos os que tem na geladeira... e será este o processo criativo.

3. O processo do reaproveitamento: Não existe a menor necessidade de partir para aquele frango no congelador com estas sobrinhas de arroz, carne e legumes. O almoço de hoje será feito com estas sobras. Teremos maravilhosos bolinhos de arroz com carne, e uma boa salada com estas folhas que não devem passar de hoje e uma chapa de legumes, que também já estão na sua hora. Assim, eu zero a geladeira, não corro o risco de perder nada, e aí sim, posso partir para o franguinho amanhã.

4. O processo da encomenda: "Mãe, faz batata frita?" Faço meu filho, mas deixa eu ver aqui na geladeira o que vai bem com a tua batata frita...hum... talvez aquele peitinho de frango desfiado, que fica bem com um colorido de milho e ervilhas... e depois Bento adora bolinhas coloridas... e assim rola o processo da encomenda, que pode partir também do desejo de amigos.

5. O processo da dificuldade: É o exercício máximo da criatividade, quando a geladeira e a despensa estão praticamente vazias e eu preciso dali espremer um almoço, com os dois últimos ovos, as últimas folhinhas de ervas, 1/2 tomate, 1/4 de cebola... é quando uso aquele cogumelo seco que eu comprei e até hj não usei, ou aquela lata de milho que sobrou de uma festa, que estavam escondidinhos no armário. Hora de bisbilhotar seriamente todos os compartimentos. Este processo geralmente surpreeende pelos resultados inusitados quase sempre deliciosos.

6. O processo da inspiração: Folheio um livro ou assisto a um programa de culinária, pego uma ótima idéia, mas acho que ficaria melhor se ao invés de frito fosse assado, ou se ao invés daquele queijo amarelo, a sua versão com bufála ficasse fabulosa, a meu ver, e mal posso esperar até o dia seguinte. O processo da inspiração pode acontecer também, e isso é muito frequente, a partir de algo que eu comi em algum lugar, enlouqueci e preciso reproduzir a minha leitura em casa.

7. O processo experimental: Resulta da curiosidade de misturar ingredientes, e experimentar produtos novos. Passo na Perini e descubro um novo produto, tipo uma cauda de jacaré, um molho pronto diferente, uma massa exótica, um cogumelo alienígena, começo a ter idéias de combinações com outros ingredientes que eu tenho, e vou para casa em cólicas!

Bom, acho que estes são os meus principais processos criativos. E quanto aos da comadre?
fonte: www.rainhasdolar.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Iguarias Brasileiras

Estes dias na reuniao dos Umbigueiros, um grupo voltado a preparar pratos da culinaria regional do Brasil, que reune-se semanalmente no Cimples Ocio, teve momentos acalorados na discussão entre dois dos participantes, Marcus e Nereira, esta apresentando-se para preparar alcachofras, questionada de forma veemente que não seria um prato tradicional de nossa culinária. Clima quente que teve ate posteriores fundamentações das partes.
A alcachofra tem mais de seculo no Brasil e pode não ser considerado um prato regional, portanto ambos devem ter suas razões.
Bom isto tudo para mostrar alguns pratos mais conhecidos mostrados em Nova Iorque em 2006. Materia do ministerio do Turismo. Umas das cozinheiras, Dadá, conheci e bati bons papos em Salvador alguns anos atras. Segue o texto:

Gastronomia brasileira atrai 4 mil pessoas na ONU
02-06-2006 15:06:08 Da Redação: Fonte - Ministério do Turismo

O Brasil encerra hoje, dia 2, sua participação no festival gastronômico da ONU (Organização das Nações Unidas) tendo atraído cerca de quatro mil pessoas.
O “International Food Festival - United Nations Delegates Dining Room”, dedicado às iguarias brasileiras, foi promovido na sede do órgão, em Nova York (Estados Unidos), desde o dia 22 de maio. A ação foi uma iniciativa do Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) e de seu programa de Relações Públicas no exterior, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes).
Com uma média de visitação diária de 400 pessoas, o festival recebeu o corpo diplomático, funcionários da ONU e público em geral.
A partir do cardápio elaborado por quatro chefs brasileiros, tiveram a oportunidade de experimentar o que existe de melhor na culinária brasileira. “É muito oportuno o fato de a ONU congregar uma comunidade de formadores de opinião em todo o mundo”, destacou Artur Araújo, diretor de Marketing da Embratur.
A oportunidade foi identificada pelo EBT (Escritório Brasileiro de Turismo) nos Estados Unidos, que iniciou as negociações. "Aproveitamos uma chance de aumentar o nível de conhecimento e de desejo do Brasil naquele país, criando uma imagem que vai além de Sol e Praia", acrescenta Araújo. A ação foi orientada pelo Plano Aquarela - Marketing Turístico Internacional do Brasil, estudo que dá as bases para a promoção do País no exterior nos próximos anos.
Entre 22 e 26 de maio, a cozinha da ONU esteve dividida entre Alice Mesquita de Castro, do restaurante Alice, de Brasília (DF) e o chef Fábio Sicilia, do Dom Giuseppe, de Belém (PA).
Do dia 30 de maio em diante, os cozinheiros profissionais Ivo Faria, do Vecchio Sogno, de Belo Horizonte (MG), e Dadá, do Tempero da Dadá, de Salvador (BA), comandaram a cozinha.
Todos os chefs tiveram de elaborar um menu variado para as cerca de 400 pessoas - entre jornalistas e autoridades de todo o mundo. Para cada almoço, sugeriram seis pratos frios, dois aperitivos, uma sopa, uma massa, um peixe, um frango, uma carne vermelha, um carving station (carne para servir fatiada) e sobremesas.
Entre os pratos já servidos e de maior sucesso na primeira semana do festival estiveram a sopa de mandioca com queijo, a feijoada, farofa de ovos, frango com catupiry, peixe com molho de acerola, doces de compotas, goiabada, brigadeiro e pudim de leite condensado.
Além dos almoços, os chefs participaram do Chef´s Table no dia 25 de maio e de um cocktail no dia 23 de maio. O Chef´s Table teve presença de imprensa local e correspondentes internacionais.
O menu degustação contou com os seguintes pratos: acarajé com vatapá de bacalhau e camarão (entrada preparada pela baiana Dadá dos Santos), Frango com quiabo e couve frita (segundo prato elaborado pelo chef mineiro Ivo Faria), Medalhão de filé mignon com molho agridoce de maracujá e manga, acompanhado de arroz com pimenta rosa (terceiro prato preparado por Alice Mesquita de Brasília) e bolo de cacau com recheio de cupuaçu coberto com castanha do Pará e sorvete de creme (sobremesa elaborada pelo chef paraense Fábio Sicília).

Culinaria do Parana

Não aguentei e vou copiar o texto inteiro - na verdade estava procurando algo sobre o churrasco no Parana e postar alguns trechos bem resumidos e acabei caindo na pagina da Secretaria de Cultura do Estado do Parana e lendo achei que seria interessante a variedade de cidades e pratos. Vamos lá:
Turismo Gastronômico
A culinária paranaense é a mistura das influências de todos os povos que aqui chegaram ou dos que aqui já habitavam. Assim os índios paranaenses essencialmente coletores, tinham no pinhão, o alimento por excelência. Os coroados guardavam as sementes em cestos submersos em água corrente por 48 horas, sendo posteriormente secas ao sol, para serem consumidas fora da época de safra.
Até hoje o pinhão incorpora-se aos hábitos alimentares dos paranaenses, associados às festas juninas ou aos costumes do homem do campo como a sapecada, a paçoca ou ainda em saborosos pratos servidos em sofisticados restaurantes: croquetes, sopas, aperitivos, suflês e panquecas de pinhão.
Relativos a esses hábitos era comum entre os índios notadamente os xetás, ingerir folhas de erva-mate como alimento. Dali a herança do paranaense que, cultiva até hoje o costume de tomar chimarrão, chá-mate e outras formas de bebida e infusão. É ainda de influência indígena na gastronomia, o conhecimento das frutas e raízes nativas, o preparo do milho e da mandioca na confecção das farinhas, do cuscuz, pamonhas e bijus, na pesca e na caça com a carne "moqueada" que é assada em buracos aquecidos.
De influência portuguesa, o Barreado originário dos sítios dos pescadores, com o decorrer do tempo, passou para as cidades litorâneas, onde é cultivado há aproximadamente 200 anos nos municípios de Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Morretes e Paranaguá.
Da expressão "barrear" a panela, com pirão de cinza e farinha de mandioca, para evitar que o vapor escape e o cozido seque depressa, vem o nome Barreado uma contribuição dos açorianos, que deu nome ao prato.
O Barreado representa fartura, festa e alegria, adotado como prato do período do entrudo - o precursor do carnaval, sendo sua característica a de que mesmo requentado, não perde o sabor original, o que liberava as pessoas durante os folguedos populares, não precisando cozinhar. Os ingredientes que compõem o Barreado constituem-se de carne, toucinho e temperos. Antes, seu cozimento era feito pelos antigos habitantes do litoral em valas sobre um braseiro, levando cerca de 24 horas para que ficasse no "ponto". Um verdadeiro ritual, para preparar àquele que se definiu como o prato típico do Paraná.
Com o Ciclo do Tropeirismo mudou não só o foco econômico do Estado, mas a cultura e os costumes, que sofreram influências dos locais por onde passaram os Tropeiros, que transportavam não só tropas, mas foram mensageiros de notícias, consolidadores de caminhos e fundadores de núcleos populacionais ao longo do percurso. Constituíram-se em elos de integração entre vilas, povoados do Brasil meridional e até do exterior, assimilando inclusive palavras de origem castelhana, como churrasco, charque, bombacha, arroio, incorporado ao linguajar do paranaense.
A gastronomia também sofreu influência das "andanças" dos tropeiros que assimilavam certos tipos de comidas disseminando-as por onde passavam. Desta maneira, as cidades nascidas de antigos "pousos" como a Lapa, Castro e Tibagi cultivam ainda hoje saborosos pratos como a Quirera Lapiana, o Virado de Feijão, o Arroz Tropeiro, o Castropeiro e a Paçoca de Pinhão com Charque.
Com os movimentos migratórios e imigratórios, os paranaenses incorporavam hábitos alimentares dos novos habitantes notadamente alemães, italianos, poloneses, ucranianos dos quais o costume de conservar a carne de porco imersa na banha, o uso da quirera de milho amarelo, o boi, o porco e o carneiro, assados inteiros no rolete.
Mais recentemente vários municípios instituíram pratos típicos, cultivando as tradições dos antepassados e os aspectos sócio-econômicos regionais, que muitas vezes traduzem-se em animados eventos gastronômicos, que fazem a delícia dos visitantes como:
Concurso do Dourado Assado – Foz do Iguaçu
Concurso do Porco à Paraguaia – Missal
Festa da Costela – Apucarana
Festa da Costela no Chão – Maria Helena
Festa da Costela no Chão e Porco no Tacho – Iporã
Festa da Leitoa ao Fogo-de-Chão - Santo Antonio da Platina
Festa da Leitoa Desossada à Pururuca - Paraíso do Norte
Festa da Leitoa Entrincheirada – Juranda
Festa da Leitoa Fuçada – Janiópolis
Festa da Leitoa Mateira - Mamborê
Festa da Leitoa no Tacho - Lobato e Ribeirão Claro
Festa da Piapara na Telha – Alto Paraíso
Festa da Tainha - Paranaguá
Festa da Tilápia – Porecatu
Festa da Vaca Atolada - Boa Esperança
Festa do Boi no Rolete – Altônia, Engenheiro Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Planalto, Ribeirão Claro, Santa Fé e Santa Terezinha de Itaipu
Festa do Borrego no Rolete - Irati
Festa do Caranguejo - Pontal do Paraná
Festa do Carneiro ao Molho Procopense – Cornélio Procópio
Festa do Carneiro ao Vinho - Peabiru
Festa do Carneiro Desossado e Recheado – General Carneiro
Festa do Carneiro no Buraco - Campo Mourão
Festa do Carneiro no Rolete – Carambeí, Piraquara e Ribeirão Claro
Festa do Charque - Candói
Festa do Charque a Vapor – São Mateus do Sul
Festa do Costelão – Luiziana, Maripá, Palotina e Santa Helena.
Festa do Costelão ao Fogo-de-Chão – Paranavaí
Festa do Cupim Assado - Pato Bragado
Festa do Cupim Noroeste – Alto Paraná
Festa do Dourado na Grelha – Medianeira
Festa do Dourado no Carrossel – Itaipulândia
Festa do Frango – Bom Sucesso, Cafelândia, Novo Itacolomi, Toledo e Umuarama
Festa do Frango Caipira Graciosa – Quatro Barras
Festa do Frango Desossado e Recheado – Maripá
Festa do Frango, Polenta e do Vinho – Curitiba
Festa do Lambari – Porto Vitória
Festa do Leitão a Dois Vizinhos – Dois Vizinhos
Festa do Leitão à Pururuca – Engenheiro Beltrão
Festa do Leitão à Sarandi – Toledo
Festa do Leitão a Xaxim - Toledo
Festa do Leitão Maturado - Goioerê
Festa do Leitão na Grelha – Céu Azul
Festa do Matambre Recheado – Pato Bragado
Festa do Peixe na Telha - Marilena
Festa do Pernil à Pururuca - Farol
Festa do Pierogi – Araucária
Festa do Pintado na Telha - Guaíra
Festa do Pirá de Foz – Foz do Iguaçu
Festa do Porco à Paraguaia – Céu Azul
Festa do Porco na Lata – Mandaguaçu e Santo Inácio
Festa do Porco no Rolete – Cidade Gaúcha, Mandaguaçu, Sertaneja e Toledo
Festa do Porco Recheado e Assado ao Forno – Toledo
Festival da Alcatra - Santa Helena
Festival da Carne Suína – Medianeira
Festival de Frutos do Mar – Pontal do Paraná
Festival do Frango – Matelândia
Galinhada Orgânica – Missal
Assim, na Região Oeste do Paraná, o Porco no Rolete é uma das principais atrações gastronômicas. Prato típico do município de Toledo que requer técnica e arte na hora do preparo.
O porco de aproximadamente seis meses é assado inteiro num rolete que gira sempre na mesma direção e velocidade. Um mês antes do abate, a alimentação do animal é trocada para que haja diminuição da banha sem a perda de peso.
Não há como precisar a origem desse prato, uma vez que o costume de assar animais inteiros no espeto, é comum a diversos povos. O município de Toledo foi colonizado basicamente por alemães e talvez por isso o Porco no Rolete leve uma quantidade de temperos refinados, como a alfazema, a noz-moscada o alecrim e muito vinho branco seco.
Cada assador tem seus próprios segredos na hora de preparar a carne. Sabe-se que mais de 30 ingredientes fazem parte do recheio, de acordo com o paladar e com a imaginação de cada um. A receita tradicional leva lingüiça calabresa, carne moída, milho verde, ervilha, palmito e cogumelos. Um dos segredos na hora de assar o animal consiste em furar o couro para que a gordura saia, o que facilita a digestão. O Porco no Rolete leva cerca de 20 horas para ficar pronto. Segundo os gourmets, todo o sacrifício do preparo vale a pena.
Em maio de 1974, na sede campestre do Clube de Caça e Pesca de Toledo, entre uma cuia de chimarrão e uma caipirinha, aos acordes do violão e gaita, em torno de um braseiro onde se assa um churrasco temperado com muita história, bravatas apostas e desafios, clima ideal para uma grande idéia. Assim foi e assim se fez.
Celeste Vivian, progressista agricultor local, afirmou que sabia assar um porco inteiro recheado com temperos exóticos, enfiado num só espeto de madeira, que girava impulsionado manualmente. Desafio feito e aceito, nos dias seguintes o assunto passou a empolgar outros sócios do clube que começaram a formar equipes, com seus respectivos assadores.
A Diretoria do Clube de Caça e Pesca, juntamente com as equipes participantes, organizou o regulamento e convidou um grupo de pessoas de destaque na cidade para constituir um corpo de juízes degustadores. Estava criado o mais delicioso evento gastronômico do Brasil, a Festa do Porco no Rolete, cujo ponto alto é o torneio entre as equipes de assadores.
O prato típico de Campo Mourão, o Carneiro no Buraco, resgata o costume indígena de se cozinhar alimentos em buracos escavados no chão, para evitar o risco de provocar incêndios nas florestas. Existem indícios de que o prato incorpora costumes resultantes do intercâmbio acontecido por volta de 1580 com a chegada dos jesuítas ao continente sul-americano.
Esta forma inusitada de preparo da comida chamou a atenção de um grupo de pioneiros da cidade, que resolveu introduzir na receita uma série de inovações. Da primeira utilizada à atual, foram realizadas muitas experiências e adaptações para aprimorar a iguaria, que ao longo dos anos foi servida esporadicamente em encontros de amigos.
Na década de 80 a tradição se arraigou e autoridades e outros visitantes ilustres passaram a ser recepcionados no município sempre com Carneiro no Buraco. Campo Mourão instituiu a iguaria como prato típico e criou a Festa Nacional do Carneiro no Buraco em 1990, a partir de um movimento desencadeado pela confraria da Boca Maldita. O evento gastronômico é realizado sempre no segundo domingo de julho e tem por objetivo preservar e divulgar essa deliciosa tradição do município e de seus colonizadores.
O prato tem hoje um alto padrão de qualidade e está entre as comidas típicas mais conhecidas do Paraná. Agrada até mesmo os vegetarianos, em razão da grande quantidade de legumes e tubérculos. O Carneiro no Buraco divulga Campo Mourão em todo o Brasil e até em países vizinhos.
Pratos Típicos e Receitas com Pinhão
ROTEIRO GASTRONÔMICO DO PARANÁ
Campo Mourão - Gastronomia
Cascavel - Roteiro Gastronômico
Curitiba - Alimentação
Foz do Iguaçu - Gastronomia
Guaratuba - Alimentação
Lapa - Restaurantes
Londrina - Gastronomia
Morretes - Alimentação
Ponta Grossa - Gastronomia
Pontal do Paraná - Gastronomia
São José dos Pinhais - Onde Comer
Toledo - Gastronomia

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Festivais da cachaça - junho / julho 2009

VI Festival da Cachaça de São Lourenço - MG
Dias 19 a 21 de junho de 2009

VIII Festival Mundial da Cachaça
A Cachaça de Salinas
O crescimento da produção de cachaça genuinamente nacional é destaque no Brasil e no Exterior e representa cerca de 80% do segmento de destilados, sendo que a produção de cana-de-açúcar no Brasil, somente para a fabricação de cachaça, chega a 10 milhões de toneladas por ano, o equivalente a uma área plantada de 125 mil hectares.
Os produtores de Salinas também são atores deste mercado e respondem por uma das principais atividades econômicas do município que gera emprego e renda, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da região.
Todo o processo produtivo da cachaça de Salinas é artesanal e obedece a rígidos padrões de qualidade, sendo esta característica um grande diferencial para os mais exigentes paladares que apreciam o nosso produto, pois possuem sabor e aroma inigualáveis.
Intitulada CAPITAL MUNDIAL DA CACHAÇA, Salinas é terra de gente acolhedora, amiga e receptiva. Sempre de braços abertos ao nosso turista que prestigia a nossa cidade com sua presença.
Você é nosso principal convidado para o VIII Festival Mundial da Cachaça nos dias 17 a 19 de julho de 2009.

Mulheres na cachaça e homens na cozinha


Lançamento do livro, vejam mais detalhes:
http://www.cuecasnacozinha.com/


Vejam boas dicas para conhecermos mais cachaças pelo Brasil, datas sobre um festival de cachaça em São Lourenço/MG, tópicos sobre degustação e um blog legal com receitas e homens na cozinha com lançamento de livro:
http://www.garimpodacachaca.com/


"Esqueça a imagem do homem que bate com o copo na mesa, vira num só gole a dose de aguardente e estrala a língua para mostrar que agüentou firme o fogo da cana na garganta."
É com a participação de um grupo de mulheres que a cachaça gaúcha se afasta desse estereótipo e pouco a pouco conquista reconhecimento como um produto de qualidade.
E o melhor: não arranha a goela.
Patrícia Braga (cachaça Dom Braga), Jeanine Sangalli (Água da Pipa), Luzia Abreu (Bento Albino), Cristiane Barcelos (Moenda Nobre) e Carla Adam (Moenda Nobre) formam uma turma unida.
Estão à frente de quatro alambiques do Rio Grande do Sul que produzem por ano 110 mil litros de cachaça. É pouco se comparado com os cerca de 500 milhões de litros que o Brasil produz em alambiques, ou mesmo com os 15 milhões de litros fabricados no Rio Grande do Sul. Mas não é em quantidade que a bebida das gaúchas pretende se destacar.
Um dos desafios das cinco empresárias é enfrentar a idéia de que cachaça é coisa para homens e construir um mercado para o produto de qualidade.
- Acontece muito de eu ir a um bar, pedir uma cachaça e o garçom ficar assustado. Ainda mais aqui no Rio Grande do Sul. Em outros Estados, é até comum chegar em um restaurante fino e te oferecerem uma cachaça de aperitivo - conta Luzia.
Durante a reportagem, as cinco empresárias da cachaça gaúcha sorriram, retocaram a maquiagem, deram risada dos momentos divertidos que passaram desde que se conheceram. A relação foi construída durante a convivência nas reuniões do grupo Alambiques Gaúchos, que reúne 17 estabelecimentos e é coordenado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas.
Hoje, as cinco são muito mais amigas do que concorrentes. - Com a gente não tem essa coisa de segredo industrial. Dividimos experiências. Quando uma consegue uma boa muda de cana, passa para outra. Quando descobre bom fornecedor, indica - relata Patrícia.
Recentemente, os alambiques administrados pelas integrantes do grupo se uniram para comprar mais barato cerca de 12 mil garrafas de vidro, em um negócio que envolveu também a cachaça Weber Haus. Nas feiras nacionais e internacionais, as empresárias dividem estandes e engrossam o coro do Alambiques Gaúchos, lembrando que das 29 marcas de cachaça com qualidade certificada segundo padrões do Instituto Nacional de Metrologia, 11 são do Rio Grande do Sul. - Não temos como competir em volume com Estados como Minas Gerais. Mas, em qualidade, já estamos - assegura o coordenador de Agronegócios do Sebrae-RS, Angelo Aguinaga. Um aumento da ligação das mulheres com o negócio da cachaça e a possibilidade de se trabalhar o público feminino como consumidor foi constatado no estudo acadêmico que Carla Adam fez sobre o mercado, antes de investir R$ 300 mil para montar o próprio alambique, no ano passado. - Há muito campo a ser explorado (entre consumidoras), porque a mulher tende a ter um gosto refinado, presta mais atenção nos detalhes e conta com paladar aguçado - diz. Pelo menos entre as amigas, Jeanine já disseminou o gosto pela cachaça. Na confraria feminina que mantém com 17 mulheres, sempre dá um jeito de falar sobre o produto e promover degustações. E não se furta a responder a quem, por brincadeira ou preconceito, a chama de cachaceira. - Sou cachaceira, sim. Com muito orgulho!
Por: Sebastião Ribeiro - Fonte: ZERO HORA

- é um dos links deles (pesquisa) - vale a pena uma lidinha.
- outra site cheio de informação sobre cachaça artezanal:
www.amigosdacachaca.net